sexta-feira, 18 de maio de 2012

Rita Carvalho Marques . RCM


Conheci a Rita Carvalho Marques em 2008 através da primeira entrevistada para este blog, a Teresa Aires, sua amiga e fotógrafa das suas peças. A Rita concilia o design de jóias com outras actividades e foi por causa das jóias que a contactei. Na altura não resisti a um fio com duas flores de prata, muito simples, mas muito original. Gosto muito de outras peças e adoro as suas criações com turquesas e a mistura que faz quer com pérolas quer com prata...
Fotografei-a nos Gelados do Chefe Nino (no Lx Factory, em Lisboa) num dia quente deste mês de Maio. Fotografei também algumas peças suas enquanto nos deliciámos com uma limonada com canela e um gelado.
Espero que gostem da entrevista e das fotografias.

© Ana F Louro

Qual a tua formação e actividade profissional)?

Tirei o curso de Design Industrial e depois uma Pós-Graduação em Joalharia e Ourivesaria. O meu projecto de Designer de Jóias sempre seguiu em paralelo com a minha actividade profissional como comercial em várias áreas (principalmente na Publicidade e novas tendências do Marketing).


© Ana F Louro



O que em pequena sonhaste ser quando crescesses?

Sempre sonhei ser bailarina. Sabia bem que não iria conseguir dada as minhas características físicas, mas sonhava! Além disso, passou pelo pensamento ser professora.



© Ana F Louro



O que mais gostas naquilo que fazes?
Nas jóias, é mesmo a parte de criar, desenhar, pensar como a peça vai resultar (defeito de fabrico da formação em design industrial - forma, função).
No que se refere à área comercial, é a parte em que consigo ajudar de alguma maneira uma empresa. Pode parecer estranho, mas eu vejo-me como uma ajuda e não como uma “vendedora”.

© Ana F Louro
Onde ou em que te inspiras para criares?
Normalmente quanto saio do meu ambiente urbano, fins de semana, viagens cá dentro ou lá fora… É quando a inspiração vem com mais fluidez e estou mais desperta também para tudo o que me rodeia.

© Teresa Aires

Li numa entrevista tua que criaste o teu próprio anel de noivado! É verdade? Falas-me sobre isso?
É verdade sim… Foi sem saber que o estava a criar. Foi muito engraçado.
Uma amiga minha disse-me que tinha uma amiga dela que precisava de um anel de noivado e que se lembrou de mim. Fui ter com elas e fiz vários desenhos. Tentei saber mais sobre a pessoa e fui desenhando. Depois de escolhido desenvolvi-o e tive muitas dificuldades em fazê-lo. Apresentei várias alternativas, mas a cliente estava mesmo determinada e eu tinha que conseguir chegar ao desenhado. Consegui finalmente chegar ao projecto final, mas foi difícil. Depois entreguei, ela pagou-o e até me enviou uma fotografia toda contente. Passado um mês, o Pedro, meu namorado, pede-me em casamento e aparece com o anel. A minha reacção foi logo dizer que o anel era da Joana e só depois é que percebi que afinal tinha sido um plano para eu fazer o meu próprio anel de noivado. O Pedro sempre disse que não poderia comprar um anel para me dar sendo eu designer, mas confesso que por esta eu não esperava. Foi uma maravilhosa surpresa.

© Ana F Louro
O que fazes quando não estás a trabalhar?
Bem, varia muito. Adoro praia e quando o tempo o permite e posso, estou lá. É um lugar onde me sinto muito em “PAZ”. Mas gosto muito de passear, visitar museus, ver filmes, coisas normais. Preciso de ver coisas para me inspirar.
 © Ana F Louro

Qual a tua praia preferida?
Praia Grande, que me acolheu e onde vivi grande parte da minha adolescência.

© Teresa Aires

Diz-me então os teus favoritos no âmbito dessas actividades que referiste (local para passeio, museu e filme). 
Costa Alentejana - Onde vou sempre que posso com o Pedro. É uma viagem que já fizemos várias vezes e que tem acompanhado a nossa relação.
Museu da Gulbenkian -  Adoro e sinto-me em casa. Foi também um lugar onde vivi grandes momentos e visitei muitas exposições. Gosto de lá voltar sempre que posso.
Filme – Bem, esse tema é mais complicado. Não tenho nenhuma cultura cinematográfica, mas vou dizer um filme que me marcou muito e outro que não me canso de ver, ambos clássicos. Era uma vez na América foi dos primeiros filmes “à séria” que vi sózinha. Vivia em Tróia e foi no Festival de Cinema de Tróia. O outro é Africa Minha, que adoro e me revejo imenso apesar de ter saído de lá tão pequenina. Tem um banda sonora que me transmite uma paz inigualável.
© Teresa Aires

Onde ainda não foste e gostaria de ir?
Tenho pena de não conhecer África. Nasci lá mas nunca lá voltei. Tenho que lá ir, isso é certo!
© Teresa Aires

E o que não tens e gostarias de ter?
Acho que só me falta ser mãe. Deve ser uma experiência única. Sou muito feliz, acho que vou conseguindo conquistar todos os meus objectivos com sorte ou persistência, ainda não sei bem o que é.



© Teresa Aires

Sonhas acordada com quê?
Imensas coisas… Viajo imenso nos sonhos. É um pouco tonto, mas sonho muito que não estou com os pés no chão, tipo Peter Pan. Era tão bom se pudéssemos voar….

Gostas, portanto, de andar de avião?
Adoro apanhar o avião. Acho que é a sensação de que vou assimilar conhecimento, que vou conhecer coisas novas. Adoro sair daqui também porque sei que vou voltar.
E o melhor é partir ou regressar a casa?
Regressar é muito bom pois na verdade sempre que saio venho com muitas ideias novas e isso faz-me tão bem!
Hoje é muito fácil e barato conhecermos novas cidades, novos povos, novas culturas. Deve ter sido por ter vivido em 2 continentes diferentes (Angola e Brasil) e desde muito cedo ter decidido com umas amigas que todos os anos viajaríamos para cidades diferentes, que esse bichinho ficou cá dentro. Conheço muito pouco do Mundo, mas ainda tenho algum tempo (espero eu) pela frente e espero vir a conhecer mais alguns países.
E preferes levantar ou aterrar?
Levantar, confesso. Quando era pequena sonhava muito que conseguia voar. Não sei o que isso quer dizer, mas a sensação de voar, de liberdade, de ver as coisas de cima, de não sentir o peso do corpo, sentir-me como uma pluma... agrada-me e muito.

© Teresa Aires

Diz-me uma cidade que te tenha marcado logo à chegada. 
Budapeste, à chegada, foi uma viagem maravilhosa que fiz com umas amigas. E Sevilha que foi a primeira viagem que fiz com o Pedro, a dois.

Descreve-me a tua imagem favorita?
São duas e são fotografias, que me dizem muito.
Uma, além de reflectir uma felicidade enorme conjunta minha e do Pedro foi tirada em Berlim, cidade que adorei, principalmente por visitá-la com ele e com uns amigos muito queridos. É a união perfeita entre o amor e a aventura. Adoro!!! A vida partilhada é isso mesmo, uma aventura com desafios que se ultrapassam todos os dias.
A outra é uma foto de família com a minha mãe e irmãs, que representa imenso para mim. Juntas somos completamente imbatíveis. Essa base/força/união parece-me fundamental e gostava muito de a passar aos meus filhos.

A Rita partilhou connosco algumas imagens com as suas peças favoritas (fotografias pela Teresa Aires) e eu pedi-lhe para partilhar também as fotografias de algumas das minhas peças preferidas (as das turquesas). 

Muito obrigada, Rita. :)
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